Páginas

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Trip tips: o começo do que não tem fim

Oi, galera...

Nas últimas semanas, o meu lugar favorito do mundo foi palco de tragédias, mortes e desespero, em um cenário que em nada condiz com a cidade que visitei e morei em julho, repleta de vida, beleza e luz. 

Paris foi estruturalmente, politicamente e, sobretudo, socialmente arrasada pelos últimos acontecimentos, e eu não poderia começar esse post sem revelar o tamanho da minha tristeza e dor diante desses fatos. É um pesar humano, cultural e político irreparável – e que ainda terá muito em que repercutir nos próximos dias.


Mas por que Paris? Por que essa cidade tão encantadora foi vítima de tamanha violência? E o que a faz tão especial?
Como uma cidade que em nada se compara com as belezas naturais do Rio de Janeiro, pode ser a maior receptora de turistas do mundo? E esse turismo, estará ele ameaçado?
Questões como essa me remetem a origem do meu amor pela cidade luz, que vocês terão o prazer de acompanhar nos próximos posts. Infelizmente, respondê-las não é uma coisa que me cabe – mas ao que me dedicarei fielmente nos próximos posts.

Desvendar uma cidade com a dimensão cultural de Paris é uma tarefa árdua e deliciosa, principalmente porque exige dos seus turistas três elementos fundamentais: uma visão aguçada, uma sensibilidade especialíssima e pés muitíssimo bem preparados para caminhar, e muito, pelas ruas francesas. Paris merece e deve ser percorrida a pé: é justamente nas suas pequenas ruas, vielas e passarelas que se traduz, com simplicidade e leveza, o “ser” francês, que não pode, jamais, ser menosprezado nessa aventura. Prepare os tênis. Temos muito a ver.

Durante o trajeto, encontraremos cafés encantadores e cabarés lotados, lojas de grife e pequenos ateliês charmosos, além de muitas praças, parques e jardins. Paris é uma cidade que, apesar de não possuir a beleza natural que o Brasil herdou, soube muito bem administrar e cuidar do que já possuía, além de construir e arquitetar projetos audaciosos, criativos e muito especiais. A arquitetura da cidade é esplêndida, e é impossível não fotografá-la em cada detalhe: ô cidade fotogênica, viu.

Além disso, a simbiose cultural e étnica que se encontra nas ruas de Paris a enriquece de sabores, texturas e perfumes especialíssimos, tornando-a ímpar no mundo e central na Europa. Sua carga histórica, com grandes nomes da literatura, da arte, da política e do pensamento filosófico também engrandecem seu nome e sua beleza, tornando-a um verdadeiro museu a céu aberto, vivo e reescrito todos os dias pela vida real.

Traçar um perfil integral da cidade, com seus pontos turísticos mais interessantes, dicas de restaurantes e curiosidades, de maneira simples, sucinta e criativa, para além dos guias tradicionais, é o nosso principal objetivo nos próximos posts. Quem sabe no final dessa aventura, acabamos descobrindo o que é que Paris tem, afinal. Se ainda sobrou alguma dúvida. Quem está comigo? o/


Um beijo,

Nenhum comentário:

Postar um comentário