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segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Futebol sempre surpreende

Sem sombras de dúvidas, podemos afirmar: o futebol é o esporte mais emocionante e surpreendente que existe. Na última quarta-feira, o Atlético Mineiro entrou em campo, mais uma vez, com a difícil tarefa de enfrentar o Olímpia e fazer dois gols de diferença, para, ao menos, levar a partida para a prorrogação. Para o Galo, não seria nada que eles já não tivessem feito antes, porque eles tinham a mesma dificuldade na semifinal contra o Newell's Old Boys e foram lá e conseguiram passar. A torcida não desacreditou e compareceu em peso para apoiar o time. Se fôssemos avaliar pelo primeiro tempo, o nível de confiança diminuiria, pois foram muitas tentativas a gol e nenhuma foi convertida, mérito do goleirão Martin Silva, que estava 
defendendo tudo.
Comemoração na vitória da Libertadores.
Cuca foi apressado para o vestiário para procurar uma melhor estratégia para sairem os tão sonhados gols. E a resposta veio rápida no segundo tempo e ela tinha nome: Rosinei. No primeiro minuto de jogo, num cruzamento não muito perfeito, que contou com a furada de Pittone, a bola encontrou Jô e a torcida soltou aquele grito abafado: "Gooool". Faltava só um para prolongar o sonho inédito do título de campeão das Américas. Mas sem drama e sem emoção, o gostinho do segundo gol não seria mesmo. Cuca arrasava ainda mais as suas unhas roídas e os torcedores pensavam "vai ficar faltando só um?". Mas não, não faltou um. Esse segundo gol veio pela cabeça de Leonardo Silva, zagueiro. Aos 41 minutos, ele cabeceou e, dessa vez, não deu para o goleirão paraguaio. 
Fim de jogo. O Atlético tinha um jogador a mais, 56 mil torcedores a favor e 30 minutos para vencer. Mas mesmo com um a mais, na prorrogação não saiu nenhum gol sequer. A decisão foi para os pênaltis, e todas as orações eram para Victor. Todas. Até Miranda parecia devoto. O zagueiro abriu as cobranças muito mal, como se o goleiro precisasse de ajuda. Pegou no meio do gol. Alecsandro pensou, olhou, bateu com perfeição e reverenciou o público. Ferreyra também bateu mal, mas fez. Era a vez de Guilherme, o talismã. Categoria pura. Galo na frente. Candía bateu no meio. Fez o simples, fez o gol. Jô não perdoou. Gols em decisões por pênaltis não contam na artilharia do torneio. Nem precisou. Na cobrança de Aranda, São Victor mal viu a bola. Indefensável. Assim como o chute de Léo Silva, zagueiro que tem calma de centroavante para botar a bola na rede. Se Giménez errasse... Se São Victor pegasse, o Galo seria campeão. Se a bola não entrasse, o Galo era campeão. Era esse o cenário no Mineirão quando Giménez tomou distância. A torcida sabia que acabaria ali. A bola acertou o travessão, acertou o coração de milhares, milhões de atleticanos. Milhões de campeões. Valeu a pena acreditar! Atlético Mineiro, Campeão da Libertadores!

Pelo Brasileirão, tivemos mudanças na parte de cima da tabela e tudo por conta do emocionante empate que aconteceu no clássico entre Botafogo e Flamengo na volta desses times ao Maracanã. O Fogão caiu da 1° para a 3° colocação. O líder agora é o Cruzeiro, que goleou por 4 a 1 o time misto do campeão da Libertadores, o Atlético Mineiro. 
Os dois protagonistas do jogo: Rafael Marques e Elias.
Mesmo numa surpreendente derrota para o lanterninha Náutico, por 3 a 0, o Internacional continua na 2° colocação. Na zona de rebaixamento também tem time novo: o Fluminense. Com a quinta derrota consecutiva, a última para o Grêmio, por 2 a 0, o atual campeão Brasileiro amarga a 17° posição, seguido por São Paulo, Náutico e Portuguesa. Mas futebol não é certeza, não tem fórmula certa e, como vimos com um jogo, com apenas uma rodada tudo muda, sem piedade. Para saber o que vai acontecer nas próximas rodadas, só acompanhando e torcendo muito!

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